Entrevista exclusiva ao CEO da VisionWare: "Entendemos que a inovação digital vai passar pela inteligência artificial. O que não pode acontecer é que seja feita à custa da segurança"
“A VisionWare faz 20 anos, mas sempre tivemos o mercado internacional como horizonte. A VisionWare começou em 2005 e, de forma quase instantânea, criámos logo networking para saltar para o mercado internacional porque sabíamos que, há 20 anos, o mercado da cibersegurança não era exequível só no mercado nacional”, explicou Bruno Castro. Relativamente ao malware gerado por IA e à relação da IA com a defesa das organizações, o especialista em cibersegurança alerta que “a inovação digital vai passar pela inteligência artificial. Oque não pode acontecer é que seja feita à custa da segurança", acrescentando ainda que “há uma tendência para que as soluções que vêm com IA tenham algumas regalias, nomeadamente passar ao lado do chapéu da segurança. O nosso esforço nesta fase inicial é ‘obrigar’ – entre aspas – a gestão de topo e dizer ‘isto é uma ação muito importante para vocês, têm uma corrida contra o tempo para estarem otimizados através de ações de IA, estamos solidários convosco em relação a isso, mas é obrigatório que as ações de IA passem pelo modelo de governação de segurança como se fosse uma ação qualquer digital’. Este é o desafio número um.”