Declarações de Diogo Carapinha, subcoordenador do VisionWare Threat Intelligence Center, à CNN Portugal, sobre as operações de desinformação russa em Portugal
Diogo Carapinha explica que “Países como a Rússia, mas não só, países que têm a propensão de ter influência sobre outros espaços geográficos, desenvolvem vários tipos de operações. A Operação Pravda tem grupos de APTs, Advanced Persistent Threats, ou seja, ameaças persistentes avançadas. Muitas delas estão por trás de campanhas de desinformação nas eleições americanas, como temos visto, ou, por exemplo, na questão da Roménia, que também é recente. Ou seja, há um conjunto de operações, uma delas a Operação Pravda, que atuam em simultâneo e têm o objetivo de destabilizar e corroer a sociedade.” O subcoordenador do VisionWare Threat Intelligence Center reforça, ainda, que Portugal não é o segundo país da Europa Ocidental com mais desinformação – “é o segundo país nestes últimos quatro meses que teve maior propensão a essa desinformação por parte deste tipo de operação, portanto a operação Pravda. Esta operação tem como objetivo “pegar na informação transmitida por voz sobre os órgãos de comunicação social e criar novos órgãos de comunicação social fictícios com o objetivo de partilhar a informação russa. E, através da inteligência artificial, otimizar aquilo que são os motores de pesquisa e os motores de busca para chegar mais facilmente a determinadas populações.”