12 DE setembro DE 2025
A crescente centralidade do ciberespaço e a ameaça de ataques digitais sofisticados marcaram o debate no evento que assinalou os vinte anos da VisionWare, no SUD Lisboa, onde Paulo Portas, Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ex-Vice-Primeiro-Ministro e Ex-Ministro da Defesa, defendeu que a União Europeia deve investir em capacidades digitais capazes de proteger democracias, economias e sociedades abertas.
A aposta na inteligência e inovação - Em 2005, num mundo certamente menos digital, a empresa portuguesa VisionWare dava os primeiros passos; hoje, credenciada pela NATO, acompanha de perto um cenário em que as ameaças híbridas e a desinformação deixaram de ser fenómenos emergentes para se tornarem realidades consolidadas. “Não temos um ciberataque sem ter de perceber qual é a morfologia do ataque, quem é o grupo, qual é o consórcio empresarial que está por trás do grupo criminoso, como é que ele funciona, qual é o deepfake”, afirmou Bruno Castro. Para responder a essa complexidade, a VisionWare criou uma unidade de intelligence que “se dedica exclusivamente a perceber o que é real, o que é falso”. Uma frente de combate que, sublinhou, é já “crítica para nós”.